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Análise: Call of Juarez The Cartel



Em comparação aos seus antecessores, Call of Juarez: The Cartel é a ovelha negra da família. Gráficos obsoletos (em relação aos demais jogos de tiro em primeira pessoa que estão no mercado atualmente), uma campanha single player chatíssima - mas que melhora um pouco quando jogada online - e a falta de desafio fazem dele um dos piores lançamentos do ano, ainda mais se comparado com os próximos lançamentos do gênero, que prometem uma revolução.

Bandido contra Bandido

Por mais que você se esforce, Ben McCall (descendente dos outros protagonistas da série) nunca será um policial honesto. Envolvido em mais sujeira que lixeiro em dia de pós-feira, o veterano do Vietnã e detetive da polícia de Los Angeles foi posto como líder de uma força tarefa especial comandada pelo Procurador Geral da CIA, General Joseph B. Reynolds, que recebeu permissão do presidente em pessoa para a formação da mesma. Ao lado de mais dois policiais tão insubordináveis quanto ele, a agente do FBI Kimberly Evans e um do DEA, Eddie Guerra, os três tem como principal missão acabar com o Cartel Mendonza, responsáveis por contrabando, tráfico, prostituição e qualquer coisa mais que você possa imaginar.

A trama é contada de acordo com o personagem que você escolhe no início do jogo. Isso vale também para a evolução dos personagens e o manuseio de certas armas. Ben, por exemplo, se dá melhor com revólveres, melhorando sempre sua pontaria e velocidade no recarregamento da arma. Isso vale para os três personagens, cada qual com suas habilidades e pontos de vista na história.

Durante cada um dos capítulos, uma série de missões paralelas são acionadas e cabe a você decidir realizá-las ou não. Elas servem para dar um contexto na busca por itens secretos no cenário. É como procurar por papéis da Inteligência em jogos como Call of Duty, por exemplo, mas aqui assumem a forma de pedidos formais de pessoas ligadas ao personagem. O telefone toca, o pedido varia desde o simples resgate de um item até a morte de algum meliante pelo simples desejo de vingança. Cada missão paralela bem sucedida rende a você pontos de experiência e a alcunha de "Policial Sujo" de um dos troféus do jogo. Mas lembre-se, você só ganhará os pontos se não for visto pelos seus amigos enquanto realiza tais tarefas.

Na Mira do Tira

A mecânica segue de perto as realizações de outro jogo de tiro em primeira pessoa da Ubisoft, Far Cry 2. A comparação só fica crível se você tirar o mundo aberto do cenário, já que Call of Juarez: The Cartel é quase um jogo sobre trilhos, já que a intelig
ência artificial dos seus companheiros (quando jogado sozinho) guia sua campanha em 100% do tempo.


A parte das perseguições automobilísticas é dispensável. Os carros não tem peso, a velocidade permanece sempre constante e você praticamente não faz nada. No geral, é preciso confiar na mira dos seus companheiros e rezar para não morrer antes.

No tiroteio, você conta com o auxílio da ferramenta já banalizada do 'bullet time'. Um medidor lhe avisa quando é possível realizar tal proeza, então, com frases como "Minha pistola é minha espada, blablabla", você começa a atirar em cada um dos inimigos congelados por um curto período de tempo.

O arsenal traz armas de todos os calibres. Revólveres, pistolas automáticas, mini metralhadoras, espingardas, fuzis e granadas. Algumas só liberadas depois de certos capítulos da história ou quando você atingir certo nível de experiência. A boa e a má notícia é que balas nunca vão faltar para você. O jogo facilita muito nesse quesito, e dá para vencer uma campanha apenas disparando com revólveres e seus tambores de seis balas.

O modo cooperativo lembra um pouco as loucas aventuras de Kane & Linch 2: Dog Days. Aqui, é preciso não só a sua habilidade, mas também poder confiar nos seus companheiros de missão. Muitas vezes seus parceiros precisam cobri-lo para que você possa seguir em frente na missão. Quando é a inteligência artificial encarregada de tal função, sem problemas. Se for o seu amigo, as probabilidades de você conseguir alcançar seu objetivo aumentam exponencialmente de forma negativa, já que a certeza é um fator que não existe mais.

Call of Juarez: The Cartel é chato, ainda mais com dois blockbusters prestes a estourar as vendas do estilo. Mas jogado com mais de uma pessoa torna-se uma experiência até interessante. Difícil é encontrar mais pessoas que gastaram dinheiro nele.

Analise By: Juninho

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